Compreender quem são os médicos auditores e como percebem a atuação das áreas de acesso da indústria farmacêutica é fundamental para qualificar o debate sobre incorporação de tecnologias, evidências e sustentabilidade do sistema de saúde.
O relatório publicado no JBAS apresenta um levantamento com 206 médicos auditores de todo o Brasil, realizado durante o IV Congresso Brasileiro de Auditoria Médica e período subsequente.
Os dados revelam um grupo altamente qualificado:
▪ mais de 56% atuam há mais de 10 anos em auditoria
▪ 77,7% possuem RQE
▪ predominância entre 40 e 59 anos
▪ forte atuação em cenários de alto custo e regulação
Sobre a interação com a indústria:
▪ 65% já tiveram contato
▪ foco em educação médica (67,2%) e evidências clínicas (59,7%)
▪ avaliação majoritariamente positiva
O estudo também aponta uma visão crítica:
▪ 56% consideram a atuação apenas parcialmente transparente
▪ coexistência de confiança técnica e preocupação com vieses
▪ ainda há desconhecimento sobre o papel das áreas de acesso
As expectativas são claras:
▪ mais transparência
▪ fortalecimento da educação médica continuada
▪ uso consistente de evidências e dados de vida real
▪ maior proximidade técnica
O estudo mostra que essa relação está em evolução, com espaço relevante para fortalecimento — especialmente quando baseada em ética, consistência científica e alinhamento ao contexto brasileiro.
Acesse o relatório completo no JBAS:
https://revista.jbas.com.br/index.php/ojs/index


